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domingo, 28 de outubro de 2012

Qual é a forma correta?


Como é certo dizer: "Vocês lembram" ou "vocês se lembram"? E "eles esquecem" ou "eles se esquecem"?

 Todas estas formas estão corretas, já que "esquecer" e "lembrar" aceitam diferentes comportamentos verbais sem alteração de sentido, conforme exemplos à direita. Quando usamos a partícula "se", trata-se de uma frase na voz reflexiva, e com um verbo que então se torna reflexivo. Isso ocorre quando o verbo expressa uma ação feita e recebida pelo sujeito, como em "Ana feriu-se com a faca", e muito frequentemente nas frases em que se usa "suicidar" e "sentar". Mas um verbo não é sempre reflexivo, já que seria possível dizer: "Ana feriu-o com a faca", e nesse caso teríamos um verbo transitivo direto.

 Duas maneiras de dizer, e dois comportamentos do verbo:

 Ele sempre esquece o meu livro.
 Ele sempre se esquece do meu livro.

 Verbos que aparecem quase sempre na voz reflexiva:

 Elas sentaram-se perto da janela.
 Ele suicidou-se no fim do dia.



segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Quando se usa "em vez de" e "ao invés de"?


Tanto "em vez de" quanto "ao invés de" podem ser usados para expressar ideias opostas. Exemplo: a frase "em vez de acordar cedo, João dormiu até tarde" é tão correta quanto "ao invés de acordar cedo, João dormiu até tarde". A diferença é que "ao invés de" carrega apenas o sentido de oposição, enquanto "em vez de" pode ser aplicado também quando o sentido é de substituição. Ou seja: na frase "em vez de pagar com cartão de crédito, Maria preferiu cheque" está correta, mas "ao invés de pagar com cartão de crédito, Maria preferiu cheque" está errada. Veja mais alguns casos:

 Com ideias opostas, as duas locuções estão corretas:

Ao invés de descer, o elevador subiu.
Em vez de descer, o elevador subiu.

 Quando a ideia é de substituição, apenas "em vez de" pode ser usado:

Em vez de viajar de trem, fui de avião.
Ao invés de viajar de trem, fui de avião. (Incorreta)

Daqui.


sábado, 13 de outubro de 2012

O mundo de Jorge Amado


"Jorge Amado tem a capacidade de desconstruir preconceitos, conquistando a simpatia do leitor para este ou aquele personagem que, em tese, poderia causar algum temor", diz a professora Norma Seltzer Goldstein.

 Jorge Amado é um escritor irresistível, capaz de despertar o interesse dos mais variados leitores dentro e fora do País. Muitos são os predicados literários, caso de sua capacidade de narrar histórias como se elas já fossem do conhecimento geral, apimentadas por situações divertidas, outras, sensuais, e onde cabe aqui e ali o uso do vocabulário vulgar.

 As características da obra amadiana são razão de estudo de uma gama enorme de especialistas, caso de duas paulistanas - mãe e filha, respectivamente Norma Seltzer Goldstein (professora de Pós-Graduação em Filologia e Língua Portuguesa da Universidade de São Paulo - USP) e Ilana Seltzer Goldstein (mestre e doutora em Antropologia da USP, autora de "O Brasil Best-seller de Jorge Amado: Literatura Nacional"). No caso de Norma, ela se aproximou dos livros de Amado ainda adolescente para depois, no curso de Letras que frequentou na USP, aprofundar o conhecimento sobre o tema. Já Ilana, de tanto ouvir falar do Brasil a partir do futebol, do samba e dos livros de Jorge Amado - eram os anos 90 e ela viajava pela França e Alemanha -, voltou para casa decidida a usar literatura do escritor baiano na sua pesquisa sobre a identidade nacional.

 Continue lendo aqui.



segunda-feira, 8 de outubro de 2012

De onde o livro vem?


DE ONDE O LIVRO VEM?
(Anne Lieri)





De onde o livro vem?
Da estante?
Da prateleira?
Do tempo de Matusalém?
De um momento de bobeira?
Ou do coração de alguém?




O livro vem de bem longe...
Dos sumérios, na Antiguidade!
Era um suporte prá escrita
Feito de pedra ou argila
Prá deixar a letra bonita...
Ou prá ler pela cidade!




Depois veio o papiro
Parte de planta “liberada”.
Daí, a palavra “livro”
Vem do latim: libertada...
Ficou “líber livri”
E virou livro, que sacada!




Continuando a historinha
Eis que surge o pergaminho.
Que era de couro bovino...
Os bichinhos já sofriam!
Mas foi no tempo medieval
Que o livro passou mal!...





Era então considerado
Um objeto sagrado
E só os monges copiavam
Pergaminhos que encontravam!
O povo nem se mexia,
Saber ler era heresia!



Mas o tempo melhorou
E um esperto chinês
A impressão inventou!
Era um tipo de carimbo...
Que se aperfeiçoou
Com Gutenberg, um alemão!





O livro já não era enrolado,
O povo ainda sim, sempre enganado!
Mas o livro, mais moderno,
Era agora, costurado!
E com a máquina de escrever
Cópias para o mundo ver!






Essa é minha versão
De onde os livros vieram.
Pesquise com atenção
Para aprender com detalhes
Essa história interessante
De livros e homens de antes!




Visite o blog da Anne:
Você vai se encantar com seus poemas!


Fã número 1 da Anne Lieri!




quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Muçarela, mozarela ou mussarela?






 Muçarela, ou mozarela, provém do italiano mozzarella, diminutivo de mozza, cujo significado é leite de búfala ou de vaca talhado com uma espécie de fungo chamado mozze.

 Muito bem. Então, do italiano mozzarella, com dois zês, surgiu, no nosso idioma, a palavra mozarela, com um zê só, já que na nossa língua, não há a duplicação de consoantes, salvo raras exceções.

 Há uma convenção ortográfica na Língua Portuguesa que transforma o z em c ou em ç: feliz - felicidade; capaz - capacidade.

Da palavra mozarela surgiu a variante muçarela, com cedilha, em virtude dessa convenção.
 Talvez, como a palavra italiana tem dois zês, nós, brasileiros, tenhamos simplesmente os trocado inadvertidamente por dois esses. É, porém, inadequado ao padrão culto da língua escrever mussarela.

 O adequado é escrever MUÇARELA ou MOZARELA.

Daqui.



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