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quinta-feira, 29 de março de 2012

Texto "Apessoados" de Luís Fernando Veríssimo



Nossa língua tem mistérios nunca devidamente estudados — ou então já fartamente esclarecidos sem que nós, os comuns, ficássemos sabendo. Por exemplo: nunca entendi o que quer dizer “bem-apessoado”. Se existe “bem-apessoado” deve existir “mal-apessoado” — significando exatamente o quê?
Eu sei, eu sei, diz-se que alguém é “bem-apessoado” quando tem uma boa aparência. O “bem-apessoado” é agradável aos olhos, sua companhia é sempre bem-vinda e seu visual melhora qualquer ambiente.
Já o “mal-apessoado” deve ser alguém que não se completou como pessoa, que falhou na sua representação humana. Pode até ter um belo interior, mas não o exterioriza.
Desconfio que a expressão “bem-apessoado” surgiu como eufemismo. Quando não se podia dizer que alguém era bonito, dizia-se que era bem-apessoado. Como chamar uma mulher de vistosa quando não se pode chamá-la de linda. “Vistosa” é um adjetivo suficientemente vago — descreve montanhas tanto quanto mulheres — para não melindrar ninguém.
Curiosamente, não se usa, que eu saiba, “bem-apessoada”. O termo só se aplica a homens. O que leva a outra conclusão: “bem- apessoado” seria uma maneira de um homem falar da beleza de outro homem sem, epa, mal-entendidos.
— Bem, você não acha o George Clooney maravilhoso?
— Bem-apessoado, bem-apessoado.
Outrossim, outro termo intrigante que raramente tive a oportunidade de usar é “outrossim”. Descobri que a palavra quer dizer exatamente o que parece, outro “sim”, ou um “sim” adicional, mas que nunca é usada neste sentido.
“Outrossim” é como ponto e vírgula: poucos sabem como e onde empregá-lo corretamente. Nas poucas vezes em que usei “outrossim” — e ponto e vírgula também — foi com uma certa trepidação, como quem invade a propriedade de alguém sem saber se vai ser corrido pelos cachorros, no caso os guardiões do vernáculo.
Há quem sugira que só se possa usar o ponto e vírgula com autorização expressa da Academia Brasileira de Letras.
Outra palavra estranha é “amiúde”. Ninguém mais a usa, pelo menos não amiúde. Mas ela pode voltar, graças à música “Geni” que o Chico Buarque resgatou do seu musical “A ópera do malandro” e é um dos pontos altos do seu show atual. A Geni vai com todo o mundo...
“E também vai amiúde
com os velhinhos sem saúde.”

Luís Fernando Veríssimo

Grande Veríssimo. Um texto muito criativo!!!

segunda-feira, 19 de março de 2012

Dicas simples para se soltar ao escrever:

Photobucket

Ficou marcada na minha memória uma técnica usada por uma professora de Língua Portuguesa que tive no Ensino Médio. As ideias ela tirou de um livro cheio de criatividade. Após me formar em Letras, usei as mesmas técnicas com os meus alunos.
Quando alguém precisa escrever sobre algum tema nem sempre isso é fácil e rápido. Muitas vezes, as ideias não se desenvolvem e às vezes, a pessoa não consegue nem começar.
Para evitar que isso aconteça, é preciso treinar nossas ideias e soltá-las no papel sem censura.
Em primeiro lugar, relaxe e não se preocupe em cuidar as palavras que vai usar. Não importa se a grafia está correta ou não. É apenas um exercício. Não pare! Escreva durante alguns minutos.
Comece a escrever tudo o que lhe vier à mente. Eu disse tudo mesmo. E nesse momento, meus alunos me perguntavam. Mas tudo? Como assim? Eu estou sem ideias. E eu respondia com um exemplo no quadro:

"Eu não sei o que vou escrever. Essa professora é maluca. Como assim escrever o que vier à cabeça. Eu estou é com fome. Ficar escrevendo não tá com nada. Não tá adiantando. Ainda não sei o que escrever. O João está botando o dedo no nariz. Que porco! Ai meu Deus, o que eu vou escrever? ..."

Viu só? É assim que começamos a nos soltar no papel. Quando nos damos conta, já escrevemos uma página inteirinha.
Experimente! Tente! Não precisa mostrar para ninguém. Depois leia e dê boas risadas e veja como você tem ideias. É só não se censurar.

Breve, a segunda parte!!!



terça-feira, 13 de março de 2012

A NÍVEL DE ou EM NÍVEL DE



"A nível de desenvolvimento, não podemos dizer que este país integra tal classificação."

Eis que nos deparamos com uma colocação inadequada perante os compêndios gramaticais, por vezes criticada entre a maioria dos autores.

Após constatarmos o significado que ela representa, levando-se em conta o exemplo supracitado, vale dizer que ele se refere a “em relação a”, “em termos de”. Dessa forma, sugere-se que utilizemos:

"Em nível de desenvolvimento, não podemos dizer que esse país integra tal classificação."

"Em nível nacional, moramos em uma cidade considerada a melhor."

Mas, afinal, será que nunca devemos utilizar a expressão a nível de?

Obviamente que sim, desde que em vez da preposição “a”, optemos pela combinação do artigo a + o artigo = ao. Nesse caso, a acepção semântica se refere à “a mesma altura”. Portanto, observe:

"Ele quis sempre se colocar ao nível dos diretores."

"Aquela capital não fica ao nível do mar."

Mediante tais pressupostos, resta-nos lembrar de que em se tratando de situações de interlocução consideradas formais, faz-se necessário estarmos atentos às particularidades que norteiam os fatos linguísticos.

Daqui.

quinta-feira, 8 de março de 2012

M de Mulher

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Seus Malabarismos Mágicos Manipulam Marionetes.
Meninas, Mães, Madres, Marquesas e Ministras.
Madalenas ou Marias.
Marinas ou Madonas.
Elas são Manhãs e Madrugadas.
Mártires e Massacradas.
Mas sempre Maravilhosas, essas Moças Melindrosas.
Mergulham em Mares e Madrepérolas, em Margaridas e Miosótis.
E são Marinheiras e Magníficas.
Mimam Mascotes.
Multiplicam Memórias e Milhares de Momentos.
Marcam suas Mudanças.
Momentâneas ou Milenares, Mudas ou Murmurantes,
Multicoloridas ou Monocromáticas, Megalomaníacas ou Modestas,
Musculosas, Maliciosas, Maquiadoras, Maquinistas,
Manicures, Maiores, Menores, Madrastas,
Madrinhas, Manhosas, Maduras, Molecas,
Melodiosas, Modernas, Magrinhas.
São Músicas, Misturas, Mármore e Minério.
Merecem Mundos e não Migalhas.
Merecem Medalhas.
São Monumentos em Movimento, esses Milhões de Mulheres Maiúsculas.

Desconheço a autoria.

Uma homenagem às mulheres do Brasil e do mundo!!!

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